quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Vê...

Cada qual sabe das doenças que carrega, as dores, angústias e a bagagem pesada da sua consciência. Cada um sabe das mentiras articuladas proferidas convenientemente e das verdades que não foram ditas por ausência das mesmas ou por serem apenas desinteressantes.
Eu? Tenho dó. Tenho dó de suas fantasias perfeitas, desprovidas de preocupações e tormentos.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O fantástico mundo dos mentirosos

Quem se acostuma com a mentira, ou a viver em um universo paralelo, onde sua criatividade e sua capacidade de criar situações aflora: os pobres mentirosos que tentam, por devaneio ou lucidez, encaixar falsas situações no mundo concreto, duro e real, sem saber ou ignorar que aqui as fadas estão mais pra bruxas e feiticeiras.
A mais perfeita das histórias sempre tem algum "furo". Não existe crime perfeito, não existe mentira perfeitamente moldada, pois a sua gênese permanecerá o mesmo fato relator da falha: o simples fato de nunca ter acontecido.
Não se pode culpar os pobres mentirosos de quererem criar uma vida de acontecimentos que nunca existiram, afinal todos sonhamos em viver como a Rapunzel algum dia. Até ouvi falar que a ignorância, a hipocrisia e os ceticismos tornam a vida melhor, mas peço aos senhores mentirosos que, por favor, não me incluam nos seus contos de fadas porque eu não nasci para princesa. Prefiro casar com um anfíbio do que com o príncipe encantado; da Branca de Neve só herdei o veneno da maçã e da Cinderela nenhuma fada madrinha ou sapato de cristal.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Açúcar


Imagine como seria
um sorriso caramelado
com abraço açucarado
ao som da flauta doce

Pense em quão bom
belas palavras efêmeras
vindo de alguém amoroso
com olhos amendoados

Veja o mais doce
de todos os doces
que nos faz melosos:
o amor.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

domingo, 29 de julho de 2012

Fruto da insônia: um poema ao som de Maria Bethânia

Ainda.


Maldita peito que ainda dói
Afasta de mim esses olhos que brilham
O teu perfume que me tira a consciência 
Esse teu jeito que me faz achar a vida plena.
Tuas mãos, de mim, afasta.

O amor foi embora contigo por aquela porta
E deixou comigo aquela tua agonia
tudo queimando por dentro e danos irreparáveis
Tirei  meu lar do teu pensamento sem saber que o contrato foi vencido pelo cansaço.

Essa amargura minha, sua culpa
Essa doença que você se tornou sem porquê
É infinito o mundo com
tanto tanto tanto, tanto tempo
e uma dor proporcional ainda.



quinta-feira, 31 de maio de 2012


Quero uma manhã clara e um café pra acalmar a dor.
Eu sofro de uma dor e ela não tem nome. É uma dor que vem de ser quem eu sou, com metade da dor de não pertencer a esse mundo e a dor de precisar pertencer. Ela consome como um punhal atirado pelas costas, sangrando. Pelas costas o atiraram sem olhar nos meus olhos, sem saber que é a mim quem estavam matando - e acho isso tão injusto. Então desde que nasci morro aos poucos.
Eu morro pelas pessoas que não me olham nos olhos, eu morro pelas pessoas quando não querem andar ao meu lado, morro ainda mais e principalmente pelas pessoas que olham nos meus olhos, me abraçam e enquanto eu gozo de uma pífia alegria me apunhalam o ombro ao beijar-me a face.
                   Estou sangrando, mas viver é morrer aos poucos.


sábado, 7 de janeiro de 2012

Relacionamentos humanos sucks

Tem dias que invade na alma um sentimento de profundidade, de culpa, de miserabilidade, irracionalidade, indignação. Aquela vontade de jogar tudo pro alto, de sumir do mundo, de passar horas olhando pro nada, de ser nada.
Sentimento que me deixa peque, mas não alheia ao que  sinto, e não é pequenez por pobreza de espírito. Me aperta feito no cego, como na mão a garganta decidida a tirar de circulação todo ar possível. 
"Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu"...
Chora, chora,  chora, aperta, sufoca, devaneia.
Só lamento aos que não me entenderam.
Talvez aqueles que me procuram devessem me achar no esquecimento das palavras que machucam, dos gestos imperdoáveis, dos olhares cortantes lançados sobre mim, do cuidado irresponsável.
Melancolia de vez em quando é bom, é quando eu sinto que sou de carne e fraca, humanamente doentia.








sábado, 26 de novembro de 2011

Divagação

Meus pensamentos são costurados com uma fina linha transparente e visível apenas aos olhos de quem tem o foco ampliado e sem limitações. Todo e qualquer tentativa de tornar as coisas diferentes me interessam

O corpo humano é cheio de esconderijos que abrigam as mais variadas formas de mistério.

Eu sou a poesia do absurdo
Sou filósofa de botequim
Pratico o desapego
Sou sentimental e excêntrica

E então ela disse: Que nasça o Miss Sarcasmo.

(E viu que era bom.)



Solto minhas palavras inocentemente para apresentar  a minha pessoa irregular. Por isso não prometo posts todo dia ou sempre interessantes, apenas procuro aqui um espaço de diálogo comum e compartilhamento de idéias ou discussões.
Encaro Blogs como livros de pensamentos pessoais (ou não), embora hoje em dia eles tenham sido transformadas em ferramentas capitalistas e de humor gratuito que enchem e caracterizam nossa sociedade.
Enfim, por fim, apenas o princípio.