Tem dias que invade na alma um sentimento de profundidade, de culpa, de miserabilidade, irracionalidade, indignação. Aquela vontade de jogar tudo pro alto, de sumir do mundo, de passar horas olhando pro nada, de ser nada.
Sentimento que me deixa peque, mas não alheia ao que sinto, e não é pequenez por pobreza de espírito. Me aperta feito no cego, como na mão a garganta decidida a tirar de circulação todo ar possível.
"Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu"...
Chora, chora, chora, aperta, sufoca, devaneia.
Só lamento aos que não me entenderam.
Talvez aqueles que me procuram devessem me achar no esquecimento das palavras que machucam, dos gestos imperdoáveis, dos olhares cortantes lançados sobre mim, do cuidado irresponsável.
Melancolia de vez em quando é bom, é quando eu sinto que sou de carne e fraca, humanamente doentia.
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